09/03/2010
Seguro é pago com primeira parcela do IPVA. Projeto ainda precisa ser votado na Câmara dos Deputados.
Um projeto aprovado no Senado permite o parcelamento do DPVAT, o seguro obrigatório que é pago com a primeira parcela do IPVA.
Se o motorista quiser poderá, como já faz com o IPVA, parcelar também o pagamento do DPVAT, do seguro obrigatório, que indeniza vítimas de acidentes de trânsito e cobre as despesas de quem ficou ferido.
Na hora de pagar o IPVA, quem tem carro ou moto até consegue parcelar. Mas com o seguro obrigatório, DPVAT, não tem jeito. Tem que ser à vista.
“Acho injusto. Pesa muito no bolso”, reclama um motoboy.
“Começa o ano e você já começa a pagar a conta além de ser alto, fica pesado para a gente”, comenta o técnico em informática Gilberto Mendes.
Uma lei aprovada no Senado dá ao contribuinte o direito de dividir o pagamento do seguro obrigatório junto com o IPVA.
Os motoristas têm que pagar o seguro, mas nem todos se lembram dele no momento em que mais precisam: quando sofrem um acidente de trânsito. No caso de morte em atropelamentos, batidas ou outros tipos de acidente, o valor da indenização é de R$ 13,5 mil por vítima. O seguro cobre também invalidez permanente - comprovada por uma perícia médica, que vai verificar a perda ou redução das funções de um membro ou órgão. Neste caso, o valor da indenização varia e pode chegar a até R$ 13,5 mil.
O seguro DPVAT não cobre só casos de morte ou invalidez. Qualquer envolvido de acidente de trânsito, mesmo o pedestre, tem direito à indenização. Se precisar gastar dinheiro com exame médico, consulta ou até remédio.
O reembolso para despesas médicas é de, no máximo, R$ 2,7 mil. Para receber, é preciso apresentar o boletim de ocorrência, as notas fiscais dos gastos e também a receita do médico que solicitou os exames e remédios.
Para virar lei, e entrar em vigor, o projeto que parcela o DPVAT, ainda precisa ser votado na Câmara dos Deputados.
09/03/2010